O Clube dos Galitos não vai ficar sem acesso à Ria a partir dos pavilhões náuticos, junto à antiga lota de Aveiro enquanto decorrerem as obras de reforço da plataforma actualmente em curso. Garantia dada pelo presidente da Câmara de Aveiro, Élio Maia, depois de contactos mantidos com a Administração do Porto de Aveiro (APA) e empreiteiro responsável pelos trabalhos.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Aveiro: Galitos lança petição em defesa da sua actividade náutica (Diário de Aveiro)
O Galitos colocou a circular na Internet uma petição em defesa da manutenção das suas actividades na zona da antiga lota de Aveiro, que o clube entende ameaçada devido ao Polis, programa de requalificação urbanística em curso na cidade.
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Galitos tenta remar contra a maré (O Aveiro)
A secção de remo do Clube dos Galitos não ficará sem acesso à água na zona da antiga lota de Aveiro. Foi uma de apenas duas garantias que Élio Maia, presidente da Câmara Municipal de Aveiro conseguiu dar à instituição no decorrer da Assembleia Municipal de segunda-feira. A outra, foi a de que a Câmara colocará "sempre em primeiro lugar", em qualquer negociação, a salvaguarda dos interesses das associações ali presentes. Mas o aviso está dado, o problema é "complexo".
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Petição do Galitos ‘escrutina’ Projecto Polis (O Aveiro)
“A verdadeira consulta pública ao Projecto Polis está a ser concretizada através deste instrumento”. Este foi primeiro comentário de António Vieira Nunes, vicepresidente do Clube dos Galitos, em relação às centenas de assinaturas recolhidas numa petição online, promovida pela colectividade, pela manutenção do Posto Náutico do Clube na zona da Polis (antiga Lota, em Aveiro).
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PETIÇÃO (à APA, CMA e CCDRC)
“Eu nasci em Aveiro, ao que suponho na proa de alguma bateira. Fui baptizado à mesma hora, nas águas da nossa Ria. Abriram-se-me os ouvidos ao som cadenciado dos remos no mar, ao pio estrídulo das famintas gaivotas, ao praguejo inocente dos pescadores. Encheu-se-me o peito à nascença do ar salgado da maresia.”
Estas foram as primeiras palavras escritas e ditas por D. João Evangelista de Lima Vidal, quando a cidade unida no ano de 1960 pediu a pista de remo para os Galitos. Uma manifestação enorme, um dia belo em Aveiro e do Galitos mas que hoje continua sem ser cumprido.
Esta névoa sebastianina ainda envolve e cobre Aveiro mais de meio século depois da data deste fabuloso discurso, apesar de, em cada ano que passa, nos verbalizarem avistar-se uma enganadora luz de farol que anuncia a pista do rio novo do Príncipe.
Mas, hoje, o Clube do Galitos sofre a grande ameaça de, mesmo com a pista de remo no horizonte, ser despejado do seu local de treino de mais de 20 anos, nos terrenos da Antiga Lota, hoje Zona Polis.
A promessa de nos manterem o local passa mais veloz e depressa que os cachos de moliço (jacintos actualmente) nas águas salgadas da nossa ria.
Aprendemos à nossa custa com os 50 anos de atraso da pista e iguais anos de juras e promessas das autoridades civis e governamentais.
Por isso acreditamos que as mesmas só servem se forem protocoladas.
Como sabiamente dita o povo: «de boas intenções está o inferno cheio»!
A valorização da antiga lota é uma necessidade para a cidade, uma valorização notável da zona, um projecto bonito, mas não deve ser apenas e somente encarado como um negócio, gerador de mais valias. A manutenção da actividade dos clubes na zona é fundamental para a integração da nova Lota na cidade das pessoas, dos aveirenses que aprenderam a valorizar mais do que outras fidalguias, as que se constroem com trabalho e esforço. E é nesta categoria que se arquiva a honrosa história desportiva e cultural do Galitos.
Por isso sugerimos e pedimos a todos os Aveirenses que sentem a nossa terra, os nossos valores e glórias como o nosso emérito Bispo de Eixo “Assim plasmado de Aveiro, com os beiços a saber a salgado, a pingar gotas de ria por todo o corpo, por toda a alma”, que estejam unidos com aqueles remadores que muito deram à cidade na defesa pela continuidade do seu local encontro, de treino, de tertúlia na zona da antiga Lota.
É imperioso que se mantenha a mesma estrutura, renovada e enquadrada no projecto que se quer para a zona da Lota, do actual posto náutico do Clube dos Galitos. Não pode ser cobrada à própria Náutica, a factura decorrente da valorização imobiliária, de que se percebe vir a ser uma das zonas mais apetecíveis da cidade. As autoridades locais devem-nos isso. Aveiro reclama-nos esta postura.
Estas foram as primeiras palavras escritas e ditas por D. João Evangelista de Lima Vidal, quando a cidade unida no ano de 1960 pediu a pista de remo para os Galitos. Uma manifestação enorme, um dia belo em Aveiro e do Galitos mas que hoje continua sem ser cumprido.
Esta névoa sebastianina ainda envolve e cobre Aveiro mais de meio século depois da data deste fabuloso discurso, apesar de, em cada ano que passa, nos verbalizarem avistar-se uma enganadora luz de farol que anuncia a pista do rio novo do Príncipe.
Mas, hoje, o Clube do Galitos sofre a grande ameaça de, mesmo com a pista de remo no horizonte, ser despejado do seu local de treino de mais de 20 anos, nos terrenos da Antiga Lota, hoje Zona Polis.
A promessa de nos manterem o local passa mais veloz e depressa que os cachos de moliço (jacintos actualmente) nas águas salgadas da nossa ria.
Aprendemos à nossa custa com os 50 anos de atraso da pista e iguais anos de juras e promessas das autoridades civis e governamentais.
Por isso acreditamos que as mesmas só servem se forem protocoladas.
Como sabiamente dita o povo: «de boas intenções está o inferno cheio»!
A valorização da antiga lota é uma necessidade para a cidade, uma valorização notável da zona, um projecto bonito, mas não deve ser apenas e somente encarado como um negócio, gerador de mais valias. A manutenção da actividade dos clubes na zona é fundamental para a integração da nova Lota na cidade das pessoas, dos aveirenses que aprenderam a valorizar mais do que outras fidalguias, as que se constroem com trabalho e esforço. E é nesta categoria que se arquiva a honrosa história desportiva e cultural do Galitos.
Por isso sugerimos e pedimos a todos os Aveirenses que sentem a nossa terra, os nossos valores e glórias como o nosso emérito Bispo de Eixo “Assim plasmado de Aveiro, com os beiços a saber a salgado, a pingar gotas de ria por todo o corpo, por toda a alma”, que estejam unidos com aqueles remadores que muito deram à cidade na defesa pela continuidade do seu local encontro, de treino, de tertúlia na zona da antiga Lota.
É imperioso que se mantenha a mesma estrutura, renovada e enquadrada no projecto que se quer para a zona da Lota, do actual posto náutico do Clube dos Galitos. Não pode ser cobrada à própria Náutica, a factura decorrente da valorização imobiliária, de que se percebe vir a ser uma das zonas mais apetecíveis da cidade. As autoridades locais devem-nos isso. Aveiro reclama-nos esta postura.
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